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O PrOpAgAnDiStA

07/11/2007 13:41
Acesse:
www.propagandistadokaos.gigafoto.com.br
enviada por PrOpAg@nDi$tA



22/05/2007 16:46

Ação Global e Informação contra o Capitalismo


Chamado para os Dias de Ação Global e Informação contra o Capitalismo, em torno da Cúpula do G8, em 2007.






O capitalismo ataca em muitos fronts nossa vida cotidiana. Nós somos forçados a suportar o atual sistema capitalista e seu poder opressivo nos destrói, nos explora, nos isola e nos desumaniza. Definitivamente, é chegada a hora de por um fim nisso. Para dar continuidade à luta internacional contra o capitalismo, o presente chamado surge no encontro internacional contra o G8, em Varsóvia, Polônia, de 9 a 11 de fevereiro, com pessoas de mais de 15 países. Por favor divulgue o quanto você puder.

Representantes do G8 e de outras poderosas economias irão se reunir no norte da Alemanha, de 6 a 8 de junho de 2007, por trás de uma barreira de cercas, de policias e de militares. Simultaneamente, milhares de pessoas que se opõem às políticas neoliberais irão congregar suas ações de diversas formas e em diferentes lugares. Muitos dos diferentes grupos e pessoas estão em uma luta cotidiana contra os diferentes efeitos das políticas que priorizam o lucro em detrimento das pessoas, criando espaços autônomos, convivências alternativas e lutando contra o G8 e outras instituições econômicas globais. É impressionante notar como muitos grupos que têm os protestos em suas agendas estão se unindo de diferentes maneiras . Os protestos contra o G8 não são apenas um desejo real e uma tentaitiva para interromper a Cúpula, mas deveria ser visto como um importante passo na luta mundial contra o capitalismo. Uma luta baseada no cotidiano e não apenas nos dias contra a Cúpula.

Já vimos Dias de Ação Global e de Solidariedade que parecem não terem sido bem sucedidos. Nossa resistência está, freqüentemente, em seu próprio campo, seguindo suas próprias regras. Como nós poderíamos repensar essas ações internacionais de resistência em um maneira pela qual pudéssemos provocar algum efeito? Uma das maneiras que parecem funcionar, na atual situação, é bloquear a economia capitalista por meio do ataque à sua infra-estrutura e ao fluxo do capital global.

Um grande número de pessoas lutando contra o capitalismo em suas diferentes formas de opressão não podem ir às manifestações na Alemanha. Este chamado aos Dias de Ação Global contra o capitalismo é um convite para todos vocês unirem, umas às outras, as lutas cotidianas locais e as lutas globais; para agir, conjuntamente, de um modo mais forte e coerente.

O Dia de Ação Global contra o Capitalismo pode ser uma oportunidade para mostrar ao mundo e a nós mesmo a ampla variedade de nossa resistência, da qual as manifestações contra o G8 são uma pequena parte. Resistência efetiva deve ser contínua e em todos os lugares. Nós devemos acreditar no sucesso de nossas ações e, com esse conhecimento e inspiração, nós não voltaremos para nossas velhas vidas, mas faremos a resistência crescer em todo o mundo, em 2007, e no futuro.

Nós chamamos para que as ações se realizem em dez dias próximos à Cupula, de 1 a 10 de junho de 2007, que incluem os dias de ação sobre a agricultura (3 de junho), imigração (4 de junho), anti-militarismo (5 de junho) e mudança climática (8 de junho. Todos estão convidados a tomar parte neste processo com suas idéias e habilidades, desde de compartilhar informação até ações diretas , em todo o mundo, com o objetivo de atacar a economia global por todos os meios necessários.

O capitalismo nunca pára , nossa resistência , tampouco deve parar!

Encontro Internacional em Varsóvia para a preparação dos protestos contra o G8, em 2007.

enviada por PrOpAg@nDi$tA



09/04/2007 16:36




Som e imagem no Kafofo do Magud'zila!

www.fotolog.terra.com.br/propagandista
enviada por PrOpAg@nDi$tA



21/03/2007 11:49




Contra o aumento.
enviada por PrOpAg@nDi$tA



19/03/2007 13:07



enviada por PrOpAg@nDi$tA



22/02/2007 07:14
Salve Barko_Loko!!!





http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=16763186375457885409
enviada por PrOpAg@nDi$tA



08/06/2006 13:13
Cantemos juntos esta canção:

A Internacional

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!
Refrão (bis)
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.
Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!
Refrão (bis)
Bem unidos...
Crime de rico a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!
Refrão (bis)
Bem unidos...
Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!
Refrão (bis)
Bem unidos...
Fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais!
Refrão (bis)
Bem unidos...
Somos o povo dos activos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas, deixai o mundo!
Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!
Refrão (bis)
Bem unidos...


enviada por PrOpAg@nDi$tA



16/03/2006 12:30


www.propagandista.blig.com.br

www.fotolog.terra.com.br/propagandista

http://www.alcacmi.org/or/2004/03/3952.shtml


enviada por PrOpAg@nDi$tA



07/03/2006 08:50
[Chiapas] Empresários, banqueiros e governos contra EZLN

[Por zapatista 05/03/2006 às 17:02 ]



Comunicado EZLN: Campanha de repressão, hostilizamento e perseguição

Tradução (((i)))


EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL.
MÉXICO.
COMISSÃO SEXTA.

2 de Março de 2006.

A tod@s os aderentes à Sexta e à “Outra”:
Ao povo do México:

Companheiros e companheiras:

Em vários estados da República Mexicana, a tripla aliança de governo-empresários-caciques desencadeou já, de forma, uma campanha de repressão, perseguição e hostilizamento contra aqueles que tem abraçado a nobre e desinteressada causa da “Outra Camapanha”. Ocultos atrás de uma máscara de ilegalidade ilegítima e de truques jurídicos, os governos dos estados de Chipas e Oaxaca vuelven a referendar, como no ano passado, sua incapacidade para solucionar, pelo diálogo, os conflitos que surgem.

CHIAPAS: empresários, banqueiros e governos contra a Outra.

Em Chiapas, o companheiro Dàmaso Villanueva Ramírez foi detido pela polícia estatal, acusado de destruir uma antena da empresa “Pegaso”, em outubro de 2004, destruição realizada no dia e na hora em que ele se encontrava numa reunião no edifício municipal de San Cristóbal de Las Casas. O companheiro Dàmaso é membro do Comitê Cidadão de Defesa Popular (COCIDEP), coletivo que luta contra os altos custos de energia elétrica, contra a privatização da água e contra os abusos de autoridade. O COCIDEP é aderente à Sexta Declaração da Selva Lacandona e tem participado da “Outra Campanha”.

A detenção do companheiro do COCIDEP é uma das ações que o governo de Chiapas tem desempenhado contra a "Outra Chiapas": ameaças a membros de ONGs como DESMI A.C., o Centro de Direitos Humanos Fray Bartolomé de Las Casas, Madera del Pueblo, o Serviço Internacional para a Paz, e a Central Unitária de Trabalhadores-ONPP de Palenque, assim como agressões a aderentes a título individual como Marisa Kramsky e Gustavo Jiménez.

Da mão do governo chiapaneco, vai o capital estrangeiro: o banco HSBC cancelou as contas bancárias que, para ajuda aos prejudicados na costa chiapaneca mantinha a organização não governamental “Enlace Civil”. Desta maneira, HSBC segue o caminho racista e etnocida marcado pelo banco Bancomer(BBVA). O cancelamento dessas contas agravará a já difícil situação das comunidades indígenas que perderam tudo com o furacão Stan.

A Comissão Sexta do EZLN chama a protestar contra as arbitrariedades do governo chiapaneco e a promover o cancelamento de contas bancárias no HSBC, assim como realizar uma campanha mundial de propaganda contra o racismo criminoso desse banco e de seus proprietários.

OAXACA: caciques e governo contra a vontade popular.

No dia de ontem, segundo a informação enviada pelo H. Ajuntamento Municipal Popular Autônomo de San Blas Atempa, Oaxaca, centenas de polícias enviados pelo governador de Oaxaca, Ulises Ruiz, atacaram a sede da autoridade popular para tratar de impôr a um enteado cacique PRIista, e autodenominada cacique local, Agustina Acevedo.

Em sua mensagem, o povo de San Blas Atempa, formado majoritariamente por indígenas zapotecas, ratifica sua decisão de manter-se firme na defesa de seu governo popular, e reitera que está disposto a negociar com base em seu documento de requerimento:

1.- DESAPARIÇÃO DOS PODERES NO MUNICÍPIO DE SAN BLAS ATEMPA.
2.- LIBERAÇÃO IMEDIATA E INCONDICIONAL DOS 4 PRESOS POLÍTICOS.
3.- CANCELAMENTO DAS ORDENS DE DETENÇÃO CONTRA OS 72 COMPANHEIROS, VIGENTES A PARTIR DO CONFLITO DE 1/JANEIRO/2005.
4.- DESAFORO DA DEPUTADA LOCAL AGUSTINA ACEVEDO GUTIÈRREZ, PARA DAR-LHE INÍCIO A UM PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL PELOS CRIMES E CORRUPÇÕES QUE VEM COMETENDO NO MUNICÍPIO DE SAN BLAS ATEMPA, OAXACA.

Os companheiros e companheiras de San Blas Atempa avisam às autoridades que, no caso de não se chegue a uma solução satisfatória para esse nobre povo, não permitiram a realização das próximas eleições presidenciais em suas terras.

O problema de San Blas Atempa não é um problema entre partidos, senão entre a vontade democrática de um povo e a imposição autoritária do cacicaço que tanto dano tem feito a Oaxaca.

Os homens, meninos, mulheres e anciãos do Exército Zapatista de Libertação Nacional apoiamos a nossos companheiros e companheiras indígenas de San Blas Atempa, Oaxaca, em suas ações legítimas para governar e governar-se com dignidade e justiça. Estamos de seu lado nesta luta para enfrentar aqueles que os querem despojar o direito à democracia, que é reconhecido nos Acordos de San Andrès (firmado pelo governo federal mexicano há 10 anos) e nas leis internacionais. Aqui os ilegais e ilegítimos são o governo de Oaxaca, a cacique Agustina Acevedo e a polícia que querem impôr com as armas o que não podem legitimar pela razão.

Fazemos um chamado a tod@s @s companheir@s da Outra em Oaxaca e da Outra em todo o país para que apoie, de todos os meios possíveis, ao povo companheiro de San Blas Atempa.

Nunca mais sós na luta contra a repressão!

Desde o Outro Hidalgo.
Pela Comissão Sexta e o CCRI-CG do EZLN.

Subcomandante Insurgente Marcos.
México, Março de 2006.


chiapas.indymedia.org/display.php3?article_id=119384



enviada por PrOpAg@nDi$tA



06/09/2005 13:17


www.tracker.com.br

Cris também é F.O.T.S.
Salve!!!!

enviada por PrOpAg@nDi$tA



30/08/2005 12:34
A pichação, segundo a Folha de São Paulo:

04/10/2004
Guerra entre pichadores desfigura paisagem urbana


Caminhar por São Paulo ao lado de um pichador é como ter cinco graus de miopia e, de repente, vestir um par de óculos.

Os rabiscos espalhados por prédios e viadutos ganham a forma de uma caligrafia -mas o significado dessa escrita permanece inacessível aos olhos dos leigos.

São nomes de pichadores, de gangues e das chamadas "grifes" -que reúnem várias gangues em torno de uma única marca. As inscrições demarcam conquistas de território em uma disputa por espaço na paisagem urbana.

Os pichadores da gangue "Os Maldosos" se penduram em viadutos. Os da "Cripta" já escalaram um edifício de mais de 20 andares sem nenhum aparato típico dos praticantes de rapel.

Entre os grupos existe uma lógica de guerra para ver quem desafia o impossível, quem chega mais alto, quem burla a segurança dos edifícios. As "vítimas civis" dessa disputa são os donos de imóveis atingidos e os cidadãos que se importam com a conservação dos bens públicos.

Senha
"Pichação é ibope [visibilidade, prestígio] e adrenalina. Vale tudo. Mas precisa ter coragem", afirma Negão, 25, de "Os Maldosos".

"O que me instiga é a estrutura do prédio. É descobrir a senha [maneira de chegar a determinado ponto de um edifício] de um lugar", diz DJ, 20, da "Cripta".

"O lance do "pixo" [pichação, na gíria do grupo] é como o da publicidade: aparecer mais e nos lugares mais visíveis, para criar uma identidade", explica Nunca, 21, que também faz grafites. Para ele, pichação é protesto e é arte.

A polêmica se revela quando as letras estampadas pela cidade são qualificadas como vandalismo. "Isso é relativo. Mas, se tem muita pichação numa cidade, isso é conseqüência de alguma coisa: falta de lazer, frustração. É um efeito da nossa época", diz Nunca.

Fama de mau
"A origem do grafite e da pichação é comum, é subverter o espaço urbano", explica Alexandre Barbosa Pereira, 25, que estuda as pichações no Núcleo de Antropologia Urbana da USP. "Só que o grafite foi cooptado pelo poder público e pela publicidade, enquanto a pichação foi renegada. Como não é desenho nem tem mensagem, ela é marginalizada."

"A pichação é um reflexo da insatisfação com uma sociedade que produz ilusões o tempo todo: a ilusão do bem-estar, do poder e do glamour. Isso não preenche o vazio existencial das pessoas, pelo contrário", analisa Celso Gitahy, 36, autor de "O Que É Grafite" (Coleção Primeiros Passos).

Para ele, é por isso que o grafite se firmou como algo belo e a pichação como vilã. "O pichador é um dos únicos segmentos atuantes da sociedade que está dizendo não, que está incomodando. E isso não aconteceria se eles pintassem borboletas pela cidade."

Estilo
Lucas Fretin, que registrou o cotidiano de pichadores de São Paulo no documentário "A Letra e o Muro", avalia que o estilo gráfico rebuscado e quase incompreensível das pichações é, em grande parte, o que incomoda tanto a seu respeito. Segundo ele, o estilo das pichações de São Paulo é único, o que as tem tornado conhecidas em outras capitais onde o grafite é bastante difundido como Nova York, Paris e Berlim.

Entre os pichadores, além da aventura e dos desafios que a paisagem urbana oferece, criar letras originais é o grande barato. Em reuniões de pichadores, como a que acontece às terças-feiras em frente ao Centro Cultural São Paulo (centro), os integrantes de gangues trocam o que chamam de "folhinhas" -pedaços de papel com as caligrafias inscritas. "Algumas folhinhas de pichadores famosos chegam a ser vendidas", conta Pereira.



As informações são da Folha de S.Paulo.



enviada por PrOpAg@nDi$tA



26/07/2005 13:48
ESTANTE CLANDESTINA
Editores tentam enfrentar na Justiça movimentos de fundo anarquista, que lançam livros ilegalmente na internet
Por Ana Paula Sousa

Ninguém sabe como eles se chamam e nem de onde vêm. Mas suas publicações já estão se tornando conhecidas nos corredores das universidades e no setor editorial brasileiros. Eles se auto-intitulam sabotadores. E sua editora é o site Sabotagem. No slogan, disparam sua filosofia: Conhecimento não se Compra. Se Toma.

A subversão dos direitos autorais e a criação de um sistema alternativo de difusão de livros, um dos temas-chave do Fórum Social Mundial (que acontece de 26 a 31 de janeiro em Porto Alegre), tem nos integrantes do Sabotagem seus representantes mais radicais. O site oferece, para download gratuito, cerca de 200 títulos.

De ilegalidade, eles podem ser acusados. De mau gosto, não. Nessa biblioteca clandestina há de Foucault, Dostoievski e Kafka a títulos recentes de José Saramago, Gabriel García Márquez e até Chico Buarque, passando ainda por poesias e textos políticos.



Polêmica.
Pirataria ou democratização do acesso ao livro?
Eles também já fizeram suas incursões pelo mundo real, com a impressão de dez livros, todos com capas novas e um editorial do grupo. A tiragem mínima, de cerca de 200 exemplares, tem um sentido mais simbólico – para não dizer provocador – do que prático, já que a distribuição é para lá de amadora. Os livros impressos saem pelo preço de custo, de R$ 6 a R$ 10.

Ocultos sob endereços de e-mail, os integrantes do site orgulham-se de dizer que, em geral, se recusam a dar entrevistas. “Para a revista em que trabalhas, abrimos uma exceção”, asseguram. Mas não sem ditar as regras. Num primeiro momento, parece que laçá-los é missão para hacker.

Apenas cinco dias após o envio do primeiro e-mail CartaCapital obteve retorno do grupo. Na ligação, feita de um orelhão de Porto Alegre, sugeriram que a entrevista fosse feita via Messenger, um sistema de conversação on-line. O argumento de que tal método seria confuso não convenceu Julia, a garota do outro lado da linha. “É bem melhor por Messenger. Assim tu vais poder sentir melhor o coletivo. É importante falar com vários membros e, como fica cada um num lugar do País, esse é o único jeito.”

Imposição aceita, no dia e hora marcados pipocaram na tela do computador os apelidos Poe, Giulietta, Gorilla, Baudelaire e Monet. Para se ter uma idéia de quem são esses jovens, um breve perfil de dois deles: Poe tem 24 anos, é professor de Geografia do Ensino Médio e mora em São Paulo; Giulietta, tem 21, mora no interior do Rio Grande do Sul e concluirá o curso de Direito no meio do ano.

A explicação para os codinomes tem um pé no intelecto e outro na prática. “A identidade oculta é a nossa principal estratégia e a possibilidade de agir sem ser visto sob o véu de uma identidade coletiva”, explica Poe. Graças a essas identidades “voláteis”, também escapam de umas e outras.

Em meados de 2004, quando digitalizaram Stupid White Men, de Michael Moore, entraram na mira da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a pedido da W11, editora de Moore no Brasil. Mas não receberam a notificação que detonaria um possível processo judicial porque, simplesmente, ninguém os encontrou.

Wagner Carelli, diretor da W11, não pode nem ouvir falar neles. “Eles são ladrões e covardes, uns filhinhos de papai que não têm mais nada para fazer”, ataca. “Ficam aí bancando o Robin Hood, mas o que eles querem mesmo é a pequena publicidade.” Carelli pondera que essa pirataria não atinge o seu negócio, já que ninguém deixa de comprar um livro por causa do site. “Mas eu pago imposto, não vivo de trambiques e, moralmente, não posso aceitar que essa gente fique roubando livros!”

Os sabotadores, obviamente, não se acham criminosos. O site, garantem eles, está ancorado numa ideologia. Durante a entrevista, fazem referências a autores como Hayke Bey, Baudrillard, Chomsky e Luther Blissett e a grupos com iniciativas semelhantes às suas, como o coletivo italiano Wu Ming e o movimento Squatt da Europa.


Meta.
O editor Lorch quer coibir a ilegalidade
Antes de entrar para o grupo, todos já haviam participado de outros movimentos, de rádios livres a atos anarquistas. “O que atrai no Sabotagem é a possibilidade de ação direta, de atacar noções e práticas que considero não democráticas. Agimos politicamente na desconstrução de um discurso que atende ao status quo”, define Giulietta.

Poe defende que, só com a democratização da informação, pode-se pensar numa transformação social. E exemplifica: “Há três meses, recebi um e-mail de um menino do interior do Nordeste perguntando qual seria o melhor modo de imprimir os livros. Ele disse que, finalmente, a escola pública onde a mãe dele trabalha poderia ter uma biblioteca. Eu fiquei de queixo caído”.

Para que mais gente possa imitá-los, os sabotadores incluem no site um manual que detalha o processo de digitalização dos livros originais – escanear página por página, passar corretor ortográfico e, depois, encontrar um provedor estrangeiro que abrigue o site, uma vez que, no Brasil, seriam logo descobertos.

Questionados sobre a situação dos autores, que deixam de ser remunerados, os jovens se dividem. Alguns defendem que o dinheiro não deve ser o único estímulo de um escritor, que ele deve escrever pensando num “bem maior”; outros destacam que os direitos autorais protegem a editora, e não o autor. Giulietta arremata: “Quem diz que o que fazemos é pirataria não está interessado em publicar nossos argumentos nem em falar sobre o que estamos propondo”.

O Sabotagem chama a atenção pelo extremismo e pelo anonimato, mas, na verdade, outros tantos grupos – ou pessoas isoladas – vêm rejeitando a propriedade intelectual e a estrutura do copyright. Felipe Corrêa, de 26 anos, formado em Editoração, é um deles. Um dos criadores da editora Faísca, que não possui nem registro nem costuma pagar direitos autorais, Corrêa é contra o copyright tradicional, mas também não acha justo, simplesmente, atropelar os autores.

Antes de publicar qualquer coisa, ele telefona para o escritor pedindo autorização. Fez isso, por exemplo, com Noam Chomsky quando quis colocar no prelo Notas sobre o Anarquismo, lançado em parceria com a editora Imaginário. “Ele autorizou imediatamente. Mas eu não sou radicalmente contra o direito autoral. Às vezes, até pagamos alguma coisa para o autor, mas nunca o valor de mercado”, explica.

Por não existir juridicamente, a Faísca não pode colocar seus títulos em livrarias e, claro, está sob permanente ameaça. Mas isso está longe de preocupar Corrêa: “Meu propósito é divulgar textos militantes, que ajudem a esclarecer as pessoas”.

Nesse mesmo trilho corre José Roberto Abrahão, da Alexandria Virtual, que disponibiliza em seu site ou títulos já em domínio público ou aqueles autorizados pelos autores. “Não acho que seja uma questão financeira, uma vez que duvido que os downloads causem prejuízos reais. É uma questão de postura mesmo”, defende. “Além disso, a tendência é que cada vez mais autores autorizem a divulgação de seus textos na internet.”

Não é o que pensam as editoras tradicionais. Mauro Lorch, dono da editora Guanabara Koogan e diretor da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), diz que, este ano, a principal meta da entidade – que age em conjunto com a CBL – é coibir a expansão desses movimentos. “A democratização da leitura se dá através das bibliotecas e do barateamento do produto”, lembra. “Por enquanto, essas ações não atingem diretamente o nosso negócio. Mas, se não agirmos rapidamente, passarão a atingir.”

De sua sala em Brasília, o diretor de políticas digitais do Ministério da Cultura, Cláudio Prado, dá a entender que não se alinha com a ABDR. “A internet é um veículo da pirataria ou da democratização do acesso?”, provoca. “A lei deve ser respeitada, mas também não podemos deixar de olhar para esses movimentos. Eles evidenciam a necessidade de flexibilização dos direitos autorais e mostram que existe uma demanda por um novo modelo de gestão dos produtos culturais.”

Fonte:
www.cartacapital.com.br

enviada por PrOpAg@nDi$tA



24/06/2005 15:57
Especial

ARTIMANHAS DA PICHAÇÃO
Como é o universo dos jovens que se apropriam dos muros das grandes metrópoles em busca de status, expressão artística ou mera curtição
Por Phydia de Athayde

O que começou com o abafado grito “Abaixo a ditadura”, pichado nas sombrias noites do Brasil dos anos 60, é hoje uma espécie de mal incontrolável – e quase sempre incompreensível – a tomar muros, fachadas, parapeitos, pontes, sacadas ou qualquer área lisa e desprevenida nas grandes cidades do País. É na capital paulista, a mais densa e caótica delas, que a pichação encontra condições ideais para se proliferar: ambientes degradados e jovens como Ricardo.

##imagem2751##O paulistano Ricardo Andrade Oliveira estudou até a oitava série, quando começou a pichar. Hoje, aos 21 anos, continua franzino, periférico da zona sul (é do Campo Limpo) e filho de empregada doméstica. Mas tem orgulho de ser um pichador “que dá inveja”. Soma mais de 80 topos de prédios, no! s quais escreveu RCD (Ricardo) e OS GS (Os Garotos Sujos) com letras maiúsculas em forma de losango, difíceis de ler, criadas pelo próprio:

– Comecei pelo ibope mesmo, pra ser comentado. No meu bairro, depois no centro, depois em toda a cidade. Picho os lugares mais difíceis, prédio e janela. Não sou qualquer um.

Para ser alguém na pichação é preciso fazer o impossível. Além do alto de prédios, as janelas são a coqueluche – desde que escaladas por fora, sem equipamento de proteção. E os nomes hoje em destaque na modalidade são “Novinhas”, “Jets”, “Lerdos”, “Piroca” e “Larápios”, entre tantos. Todos grafados com letras de árdua compreensão para quem não é desse universo.

Um dos troféus de Ricardo é o topo, em mármore, de um prédio na esquina da avenida Paulista com a Co! nsolação:

– Arrombar a porta e alcan&cc! edil;ar a laje, aquele vento gelado no rosto, ver as estrelas. Nossa! Só pichador sabe o que é.

Ricardo vive com um pé, às vezes os dois, na marginalidade. Com a invasão de um depósito de tintas conseguiu parte das mais de 500 latas que esvaziou religiosamente todas as noites entre 2003 e 2004.

Coleciona “umas 30” noites em delegacias, dez assinaturas do artigo 163 (vandalismo), algumas namoradas pichadoras, muitas brigas com pichadores e poucos amigos. Também memoráveis fugas da polícia e o inevitável ódio de tantos que tiveram a residência suja por ele:

– Na hora não penso em quanto custou aquilo, só penso em todo mundo que vai ver. Não é por maldade.

Hoje, Ricardo sai menos para pichar. Ele e o parceiro Rafael Augusto Menconi, o Puga, de 18 anos, que assina “Agentes” – o de blusa azul na foto ao lado – estão tranqüilos co! m a fama alcançada. Puga, que é de Taboão da Serra (SP) e igualmente franzino e ágil para escalar janelas e prédios, filosofa:

– O homem tem que se destacar, não importa em quê. A gente se destaca no picho. Alguns acordam e vêem que pichação não dá em nada... Mas eu não penso em parar nunca.

Ricardo também não se vê em outra:

– Meu futuro? Não sei... Não tem um emprego que eu queira, nada. Estudar também não... Faço um corre aqui e ali. Vivo só por hoje, sabe?

Ricardo e Rafael sabem que colocaram seu nome na história da pichação paulistana. Uma história ilegal, essencialmente marginal, sempre revoltante e muitas vezes contraditória, como se verá.

À parte os assaltos a muros da propaganda política ou dos outdoors ilegais (est! ima-se que 90% da publicidade exterior em São Paulo sej! a irregu lar), costuma-se classificar as letras incompreensíveis como pichação e os desenhos coloridos como grafite (que os grafiteiros preferem escrito “graffiti”). O grafite, menos agressivo visualmente, e muitas vezes autorizado, é comumente apontado por ONGs como a tábua de salvação, via arte, para vândalos pichadores.

No dia 17 de maio, o atual prefeito de São Paulo, José Serra, declarou guerra à pichação ao lançar o programa Cidade Limpa. Nas primeiras três semanas, a prefeitura usou 35 galões de 18 litros para apagar, todas as manhãs, pichações da rua piloto, a Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, zona oeste da cidade. Além disso, a Guarda Civil Metropolitana reforçou as rondas na região e, até o momento fichou seis jovens, pegos rabiscando muro com giz-de-cera. Eles foram encaminhados à Vara da Infânc! ia e Juventude do Brás.

O subprefeito de Pinheiros, Antonio Marsiglia Netto, acredita que isso intimida novas pichações. Quanto à repressão:

– Não queremos mandar ninguém para a Febem. Temos assistentes sociais e esperamos que eles descubram alternativas, até artísticas, para essa rebeldia.

Marsiglia, o próprio, foi de uma turma que pichava “Abaixo a ditadura”. Ele diz que hoje é diferente, pois “o pichador só se comunica com os seus”. Daí a sua idéia fixa, e sem dúvida hercúlea, de limpar os muros para sempre:

– Será igual limpeza pública: varre o lixo, apaga a pichação.

A oposição, comum, entre a pichação e o grafite, não é tão bem-aceita para quem usa os muros. É o caso de José Augusto Amaro Capela, 33 anos, o Zezão:
– Grafite e pichação são uma cois! a s&oacu te;, o que muda é a estética. Grafite é uma arte subversiva em sua raiz.

Zezão apaixonou-se por latas de spray há dez anos. Começou pichando “Vicio”. Os vigias dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tiveram muito trabalho para tentar evitar pichos do grupo de Zezão.

Até 2003, ele assinava PIF (Pintores Infratores Ferroviários) nos vagões. Pichar trens, pela dificuldade logística e pelo risco que envolve – pois não é raro correr de tiros – também é uma das categorias mais respeitadas entre os pichadores.

O metrô de São Paulo registrou cerca de 658 ataques de vandalismo (sem especificar o quanto é pichação) em 2004. Trens adulterados não circulam, e o custo para recuperá-los foi de R$ 80 mil.

Na CPTM, os vagões estão mais vulneráveis, e circula! m por áreas mais carentes da Grande São Paulo. Foram 125 ataques de pichadores (a caneta e a spray) no ano passado. A Companhia não tem estimativas de custo dessa limpeza.

Três prisões como vândalo depois, Zezão não deixa de admirar quem apanha da polícia, sobe em prédio, foge de tiro”, mas parou de pichar.

##imagem2752##Com o passar dos anos, amadureceu esteticamente – e também perdeu o fôlego para correr da polícia. Hoje ele é uma das referências no grafite, conquistou algum reconhecimento, e vive de seu trabalho. A pedidos, grafitou imagens abstratas na lateral do Museu de Arte Contemporânea (na USP) em 2001, fez o mesmo na fachada do BankBoston da Paulista em 2003 e no túnel da Rebouças (para o projeto São Paulo Capital Graffiti, da ex-prefeita Marta Suplicy).

Zezão também cria estampas e painéi! s, e já fez trabalhos para a Nike. Há cinco anos! come&cc edil;ou a grafitar sinais azul-claro brilhantes nas galerias subterrâneas pluviais (sim!) paulistanas.

Coube à galeria de arte urbana Choque Cultural trazer à tona esse trabalho. Os sinais azul-claro de Zezão estão em pôsteres com fundo marrom-escuro, numerados e assinados, vendidos a R$ 50.

Em parceria com a pioneira Most (loja de roupas e galeria de arte de rua do também artista Flip), a Choque transformou em pôsteres os trabalhos de outros artistas urbanos: Titi Freak, Herbert, Speto, Boleta, Nunca e Vitché. É verdade que alguns deles já não grafitam nem picham mais, e ganham a vida como respeitados designers e artistas gráficos, sempre abusando do estilo da rua.

Uma das fundadoras da Choque, Mariana Martins, de 47 anos, é filha do artista plástico Aldemir Martins. Arquiteta, entende o grafite e a pichação como respostas à! agressividade da cidade:

– Aqui não há praças, não há referências, tudo é sistematicamente destruído e reconstruído. A cidade não é do povo: ou é do mendigo, ou é do segurança.

Mariana vai mais além e faz uma análise que pode ajudar a explicar a pichação:
– Vejo os pichadores como cupins. Eles atacam o que está deteriorado na cidade. Eu vi a avenida Santo Amaro (uma das principais da cidade) ser morta pelo corredor de ônibus. Ela era viva, e hoje só tem auto-elétricos, puteiros e pichação.

Sujeira a ser combatida, companheira da degradação, termômetro da tragédia urbana brasileira... A pichação paulistana tem méritos impensáveis à primeira vista: suas letras são estilosas e totalmente originais. Qualidades sem ! preço no universo das artes gráficas e da tipogr! afia.

O designer e ex-grafiteiro Denis Kamioka, o Cisma, de 26 anos, criou e registrou uma fonte tipográfica (com o alfabeto completo) inspirada nas letras da pichação. Usa-a em seu site e nas exposições que faz para apresentar seus trabalhos gráficos.

Ainda é cedo para avaliar o potencial artístico desse estilo de letras, mas já não dá para ignorar a influência delas em artistas de rua de todo o mundo. Nem a originalidade, já que quase sempre são criadas nos cadernos de pichadores sem instrução, como Ricardo e sua sigla OS GS.

A tão aclamada capacidade brasileira de improvisar também acabou por criar uma modalidade tipicamente nacional de grafite, chamada de grapixo, que é feito utilizando-se tinta látex e rolinho para preencher letras gigantes com o nome do pichador. Endrigo Chiri Braz, 25 anos, jornalista que tem s! e dedicado a pesquisar o grafite, explica que só no Brasil usam-se rolinho e tinta látex:

– Isso vem desde o começo, porque o spray é caro. Usar rolinho colaborou no desenvolvimento de um estilo brasileiro, é o grande trunfo do nosso grafite. E até hoje a maioria das pichações é feita com rolinho.

Último domingo de maio e um Gol modelo antigo, porta-malas cheio de latas de tinta látex e de spray, circula. Céu sem nuvens, quase meio-dia. Ruas vazias, três amigos à procura de um muro livre. Em menos de meia hora, estacionam embaixo de um viaduto na Barra Funda, zona oeste da cidade.

Esse é um dia normal para o paulistano Cláudio Duarte, o Ise, de 26 anos, que estudou até o segundo grau. Em alguns minutos, ele e os amigos dividem o espaço em três e começam seus traçados. Serão letras gigantes, grossas! , pintadas a rolinho de tinta látex e contornadas com s! pray: o grapixo.

Passam ônibus, um ou outro carro. De vez em quando, o trem sob o viaduto. Vem, então, a polícia. Estaciona, pergunta pela autorização. Escolado em 12 anos de pintar na rua, Ise não usa gírias ao dirigir-se aos policiais. Calmo, mostra seu RG, um crachá onde se lê “artista” e convence-os de que tem autorização, mesmo não tendo. Enquanto fala, os outros não param de pintar. Em dois minutos a viatura se vai. Nem todos os seus encontros com a polícia são assim.

Recomeça o trabalho, que levará mais duas horas para ficar pronto. Ao fim, com menos dificuldade do que se fosse uma letra de pichação, pode-se ler “Ise”, “Coyo” e “Zak” no muro. Sobre a proibição à pichação imposta por Serra, ele diz:

– Acho bom que fique mais difícil. Assim só pinta quem é de verdade.!

A busca de autenticidade, o fascínio pela rua, o protesto solitário pela perda do espaço público, o reconhecimento dos pares e o gosto doce do proibido ajudam a explicar o que mantém os muros da cidade sempre preenchidos. De letras. De cores. De arte?

##imagem2753##Sem entrar no mérito do que é arte e do que não é, é preciso notificar que não foram poucos os jovens brasileiros que fizeram do muro um trampolim para o mundo das artes. O maior expoente disso são os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, que assinam “Os Gêmeos”.

Hoje com 31 anos, os Gêmeos acabam de chegar de cinco meses de viagem expondo em galerias de Nova York, Milão, Los Angeles, Londres, Hong Kong, Tóquio e Paris. Eles foram contratados pela Nike para ilustrar o material do filme Ginga Brasil, carro-chefe de um projeto que explora a tal criatividade e im! proviso brasileiros, do futebol às artes plástic! as.

Os Gêmeos também assinam sete modelos de tênis, nos quais colocaram desenhos exclusivos dos mesmos personagens que pintam há mais de dez anos nos muros do bairro do Cambuci, onde moram, e de toda a cidade.

Na mesma viagem, expuseram durante um mês na conceituada galeria Deitch Project, uma das mais respeitadas de Nova York – a mesma que representa Jean Michel Basquiat (1960-1988), ícone maior dos artistas de rua no mundo.

Os Gêmeos fizeram bonecos tridimensionais e quadros, além das paredes da galeria. O site da revista New York informa que eles chegaram a vender quadros por US$ 18 mil. Mesmo assim, não deixaram de pintar, nas ruas de Nova York, alguns de seus personagens, pelo que quase foram presos. Faz parte.

Em 2002, a dupla foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional para representar as Américas no projeto Chromopolis, com artistas dos cinco contin! entes. Grafitaram “o Gigante de Volos”, de mais de 40 metros de altura, em Atenas.

Gustavo e Otávio dizem que se preocuparam em desenvolver um estilo único, visualmente desvinculado do hip-hop (que foi o berço do grafite nos EUA):

– Não dava para ficar preso a uma estética norte-americana com tanto folclore e cultura brasileiros – diz Gustavo.
Para eles, ficar com a família e pintar são as únicas opções de lazer que São Paulo oferece:

– Encaro a cidade inteira como uma tela. A cidade usa a gente, então temos que usá-la – complementa Otávio.

Além dos personagens amarelos que são sua marca registrada, os Gêmeos também fazem grapixo, com o nome da dupla, tanto em São Paulo como em quase todas as cidades que já visitaram.

Como expoentes inequívocos do que possa ser a arte do grafite br! asileiro, é dos Gêmeos a capa do livro Graffit! i Brasil (Ed. Thames & Hudson), de Tristan Manco, Caleb Neelon, Ignácio Aronovich e Louise Chin – a ser lançado em breve, e à venda na Amazon.com.

No livro, há páginas inteiras com os trabalhos mais expressivos do País. De gente como Nunca, Titi Freak, Herbert, Kboco, além de Gêmeos, Nina e Zezão. E também as pichações de Ricardo OS GS, Rafael “Agentes” e outros.

Uma das presenças femininas no livro é a paulistana Carina Arsenio, de 28 anos, a Nina. Ela começou a pintar aos 15. Adolescente, fazia teatro de rua e diz que encontrou no grafite o meio ideal de se expressar. Seus traços são inspirados em desenhos infantis, e têm sempre olhos bem grandes:

– Na cidade as pessoas só trabalham, não têm tempo para nada. Se eu pintar na rua, elas podem absorver alguma coisa. Posso mudar o cotidiano delas, transmitir ! minha mensagem com um pouco de alegria e doçura.

O grafite e a pichação, conseqüência do caos urbano que são, estão em todas as capitais brasileiras, com destaque para Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio, Recife e Curitiba. Há também diversos pequenos fanzines e revistas a respeito em circulação. Títulos como ManifestAção, Látex #1, Pixografia, Sujo e Busca.

Democrática por natureza, a pichação também está no interior de São Paulo (principalmente nas grandes cidades). Nem todos os que se lançam a colorir muros têm carreira artística encaminhada. Muitas vezes o que vale é juntar os amigos, riscar folhas de papel e aproveitar uma manhã para preencher o espaço cinza.

É o que fizeram Leonardo “Clone” Tiburtino, de 21 anos, Dani! llo “Guetus” Fernandes, de 23, Elton Luis “Shock” Salles, de 2! 1, e Don izete “Bonga” de Souza Lima, de 30. Sexta-feira depois do feriado de Corpus Christi, passaram três horas entre latas de tinta e de spray em frente ao muro de uma metalúrgica na cidade de Caieiras, na Grande São Paulo, com autorização dos donos.

Ali não havia viadutos apodrecidos nem mendigos nem áreas degradadas. Em frente ao muro era fácil ver morros arborizados, crianças andando de bicicleta. Não havia o caos urbano. Mas o muro não escapou de se transformar em portal para a imaginação e a ambição deles. Ou para a mais pura curtição.

fonte: www.cartacapital.com.br
enviada por PrOpAg@nDi$tA



15/06/2005 13:12
Uma escola contra a escravidão

por José Arbex Jr.

9 de abril, sábado. Eles são muitos, cerca de trezentos professores universitários (incluindo titulares, livres-docentes, doutores, pesquisadores renomados em suas áreas), psicanalistas, filósofos, economistas e educadores. Ocupam a sala principal da Escola Nacional Florestan Fernandes, criada e construída pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Guararema, a 60 quilômetros de São Paulo. A pauta é extensa: iniciar um debate com o objetivo de elaborar uma grade curricular de nível superior (graduação e pós-graduação), destinada a formar camponeses e integrantes dos mais diversos movimentos sociais. Em cinco séculos de história do Brasil, é a primeira tentativa de criação de uma universidade efetivamente popular, impulsionada pelos setores mais pobres da população e em relação de franca colaboração com a nata intelectual do país.

A sede física da escola foi construída por 1.115 sem-terra, ao longo de quatro anos e meio de trabalho oferecido por voluntários oriundos de assentamentos e acampamentos de todo o país. Sobre um terreno de 30.000 metros quadrados foram construídas instalações de tijolos de solo-cimento fabricados na própria escola. Essa técnica é agroecológica, dispensa reboco, contribui para diminuir a quantidade de ferro, aço e cimento utilizada na obra e é mais resistente e fácil de assentar. Ao todo, são três salas de aula, que comportam juntas até duzentas pessoas, um auditório e dois anfiteatros. Os recursos para a construção da escola foram obtidos com a venda do livro Terra (textos de José Saramago, músicas de Chico Buarque e fotos de Sebastião Salgado), contribuições de organizações não-governamentais (ONGs) européias e doações de amigos e amigas brasileiros e internacionais.

Como era de esperar, a inauguração da escola, em janeiro, foi motivo de escândalo e chacota por parte dos setores mais reacionários da mídia nacional, que mais uma vez se valeram de porta-vozes recentemente convertidos ao credo neoliberal. Eles devem mesmo se sentir ameaçados. Um dos pilares de sustentação da estrutura social baseada na tradicional divisão em casa-grande e senzala é precisamente o abismo que separa os intelectuais das camadas populares. O “povão” sempre foi mantido a distância dos centros produtores do saber. A elite brasileira sempre foi muito eficaz e inteligente a esse respeito. Conseguiu até a proeza de criar no país uma universidade pública (apenas em 1934, isto é, 434 anos após a chegada de Cabral) destinada a excluir os pobres. Como afirma o professor Roberto Romano, em memorável entrevista concedida a Caros Amigos, ao ser indagado sobre a existência ou não de uma universidade pública no Brasil:

“Existe o princípio da universidade pública, uma tradição anterior de universidade pública, mas paradoxalmente excludente. Aí precisamos discutir um pouco melhor o projeto da Universidade de São Paulo. Gosto sempre de lembrar que a USP tem uma origem hedionda. Gosto sempre de citar o texto do Júlio de Mesquita Filho, quando ele diz que a USP, que a universidade deve ser, no organismo social, o que o cérebro é no corpo. E que a função da universidade é estabelecer a disciplina na mentalidade popular. Mas duas páginas depois ele diz: ‘Nós temos que cuidar muito do organismo político brasileiro, e não podemos dar direito de voto a determinadas regiões’ – como a nordestina etc. – ‘porque o organismo brasileiro é meio teratológico, cresceu de um lado e não se desenvolveu em outro. (...) Ocorreu na sociedade brasileira um problema seriíssimo, foi incorporada à cidadania a massa impura e formidável de 2 milhões de negros, que fizeram baixar o nível da nacionalidade, na mesma proporção da mescla operada’. Vou morrer com essa frase decorada. Então, está dado o programa. Está claro?”

Claríssimo. Júlio de Mesquita Filho, diretor de O Estado de S. Paulo entre 1927 (após a morte do pai e fundador do jornal) e 1969, quando faleceu, é hoje aclamado pela historiografia oficial como intelectual impecável e impulsionador da universidade pública brasileira (empresta o nome à Universidade Estadual de São Paulo, Unesp). Como é possível associar tal imagem a um sujeito que articulou ativamente o golpe de 1964 e que odiava “a massa impura e formidável de 2 milhões de negros, que fizeram baixar o nível da nacionalidade, na mesma proporção da mescla operada”? O professor Roberto Schwartz explica: são as “idéias fora de lugar”, mecanismo perverso de construção da mentalidade ideológica em um país cuja elite tem o cérebro europeu e as mãos crispadas no cabo da chibata com a qual vão golpear o dorso dos escravos (ou do zé-povinho). Para tais “intelectuais”, nunca houve qualquer contradição entre os ideais iluministas de 1789 e o estatuto da casa-grande. Ao contrário, nota Schwartz: alguns senhores de engenho chegavam a atribuir ao regime escravista o mérito de permitir aos seus filhos receberem as “luzes” na Europa.

Carlos Nelson Coutinho e outros autores já demonstraram amplamente que, no Brasil, os intelectuais que assumem uma perspectiva popular sempre encontraram dois destinos: foram cooptados (mediante o seu “apadrinhamento” e/ou a sua incorporação domesticada nas universidades e/ou órgãos de serviços públicos, e/ou sendo regiamente pagos por seus escritos, e/ou recendo bolsas e privilégios etc.), ou os poucos que resistiram foram sumariamente destruídos (presos, perseguidos, torturados, assassinados). Tal mecanismo sempre funcionou com grande eficácia, por ao menos uma razão central: apenas a existência de movimentos sociais fortes, nacionalmente organizados e estruturados poderia fornecer aos intelectuais populares a oportunidade de resistir, produzir e manter uma vida decente, sem depender dos “favores” das elites. Ora, historicamente, tais movimentos foram exterminados antes mesmo de ter tempo de construir laços mais amplos e fortes com outros setores sociais, como mostra, por exemplo, o massacre de Canudos, enaltecido por Rui Barbosa, esse expoente intelectual brasileiro.

É precisamente esse mecanismo histórico de opressão e autoritarismo que o MST hoje abala. A sua prolongada sobrevivência relativa (completou duas décadas em 2004, um feito inédito para um movimento popular de dimensão nacional), e o método de construção por ele empregado, de diálogo e interlocução com o conjunto da nação oprimida, permitiram o lançamento da escola Florestan Fernandes nos moldes inicialmente descritos, para o profundo desespero dos escribas do faraó. O MST não propõe uma relação de favores, não cobra lealdades espúrias, não impõe quaisquer condições, não ameaça, não tergiversa, não oferece propinas, não promete coisa alguma. Estabelece, ao contrário, uma relação genuína de colaboração entre a elaboração teórica e a prática transformadora. É uma oportunidade histórica muito maior do que a oferecida ao próprio Florestan Fernandes, Milton Santos, Paulo Freire e tantos outros grandes intelectuais que, apesar de tudo e contra os Mesquitas da vida, souberam se apoiar no pouquíssimo que havia de público na universidade brasileira para elaborar suas obras.

Por isso mesmo, por constituir uma possibilidade de ruptura com o legado escravista da cultura nacional, o mero lançamento da escola coloca um desafio novo para os intelectuais e militantes brasileiros efetivamente interessados na transformação social. Não basta repetir, como papagaio, que “um outro mundo é possível”, para em seguida retomar as práticas e mentalidades do “velho mundo”. Se é possível, faça. Contribua.



José Arbex Jr. é jornalista.

Fonte: www.carosamigos.com.br

enviada por PrOpAg@nDi$tA



14/06/2005 07:41
PASSE LIVRE JÁ !!!

Governo toma medidas para barrar acesso de pobres aos transportes públicos.

O preço proposto para o bilhete único integrado, de R$ 3,60, é para barrar o acesso dos mais pobres ao transporte público
Quem paga a conta dos transportes coletivos nas cidades é o usuário. O preço da passagem tem que cobrir todos os custos do sistema de transportes. Esse é o modelo de gestão deste serviço público, que a nossa Constituição considera essencial e garante como direito para todos os brasileiros. A orientação dos governos é que se aplique nos transportes coletivos o mínimo possível do dinheiro arrecadado pelos impostos.

Com essa orientação a equipe de transporte do prefeito José Serra já aumentou a tarifa dos ônibus de R$ 1,70 para R$ 2,00 (15%) e propõe que o bilhete único integrado a metrô e trens custe R$ 3,60.




As promessas de campanha eleitoral diziam que esta integração poderia se dar por R$ 2,00. Os estudos técnicos recomendam este preço para evitar "uma expansão inadmissível do ponto de vista técnico e operacional", segundo declaração de Ulrich Hoffmann, presidente da SPTrans. Traduzindo este linguajar técnico: se o bilhete único integrado vier a facilitar a mobilidade dos mais pobres, o sistema não tem capacidade de transportá-los. Traduzindo a opção política: o preço do bilhete único integrado, proposto para ser R$ 3,60, é para barrar o acesso dos mais pobres ao transporte público.

Quem tem dinheiro, tem mobilidade. Quem não tem dinheiro, ou fica em casa, ou anda à pé, ou gasta 22 % da renda familiar para ir e vir do trabalho. Essa é a conclusão de um estudo recente do Itrans, que pesquisou a Região Metropolitana de São Paulo e analisou as condições de mobilidade da população com renda familiar mensal inferior a 3 salários mínimos.

Os dados desta pesquisa falam por si. 40% da população pesquisada não gasta nada com transporte. Entre esses, a concentração de jovens é muito grande. Muitos desistiram de procurar emprego. Sua mobilidade é reduzida, o mais comum é andarem à pé. Para estes, e para os que ainda conseguem tomar ônibus, o principal problema declarado é o preço da passagem. E sua principal reivindicação é a redução do preço da passagem!

Grande parte desta população mora em favelas na periferia, as taxas de desemprego nestes bairros estão acima de 25%, a sua renda média vem caindo desde 1998, acumulando uma perda hoje superior a 25%, segundo a PNE, do IBGE.

Essa é a principal explicação para a queda de 25% no número de passageiros que se utilizam de ônibus no Brasil de 1994 a 2001. O transporte clandestino, o uso do automóvel, da bicicleta, são menos importantes para explicar essa redução.

A política atual de financiamento do transporte coletivo precisa ser posta em questão. O transporte deve ser tratado como um direito garantido para todos, ou ele deve ser considerado como uma mercadoria e só compra essa mercadoria quem tem dinheiro? Se olharmos à volta, para os países mais democráticos, onde há uma preocupação em reduzir a desigualdade entre as classes sociais, todos eles financiam o transporte público com dinheiro dos impostos, a tarifa é apenas parte dos recursos destinados a sustentar o sistema.

A questão da mobilidade dos cidadãos não pode se reduzir à discussão de quanto deve custar o transporte coletivo, especialmente o sistema de ônibus urbano. Garantir a mobilidade - os deslocamentos rápidos, com conforto, e a baixo custo - é o que se pode definir como interesse público. É o que deve ser a preocupação central de uma nova política.

É preciso formular uma política de mobilidade, onde garantir a circulação do automóvel não se imponha como política dominante, onde tenha vez o pedestre, o ciclista, onde os corredores de ônibus facilitem os deslocamentos para a periferia, onde a integração dos diversos modos de transporte coletivo tenha como preocupação o conforto e as necessidades do usuário e seja acessível para todos.

As promessas da integração dos transportes coletivos municipais e estaduais e do bilhete único foram respaldadas tanto pelo prefeito José Serra quanto pelo governador Geraldo Alckmin Essa integração e o bilhete único precisam ser soluções para o problema da mobilidade dos mais pobres e não uma política de segregação.

Esta é a demanda de nada menos que 26% da população da Grande São Paulo. Quem mais necessita desta nova política são as 4.570.000 pessoas que vivem na Grande São Paulo com renda inferior a R$ 10,00 por dia.

*Artigo originalmente publicado no Diário de São Paulo do dia 15 de março de 2005. pode definir como interesse público. É o que deve ser a preocupação central de uma nova política.

É preciso formular uma política de mobilidade, onde garantir a circulação do automóvel não se imponha como política dominante, onde tenha vez o pedestre, o ciclista, onde os corredores de ônibus facilitem os deslocamentos para a periferia, onde a integração dos diversos modos de transporte coletivo tenha como preocupação o conforto e as necessidades do usuário e seja acessível para todos.

As promessas da integração dos transportes coletivos municipais e estaduais e do bilhete único foram respaldadas tanto pelo prefeito José Serra quanto pelo governador Geraldo Alckmin Essa integração e o bilhete único precisam ser soluções para o problema da mobilidade dos mais pobres e não uma política de segregação.

Esta é a demanda de nada menos que 26% da população da Grande São Paulo. Quem mais necessita desta nova política são as 4.570.000 pessoas que vivem na Grande São Paulo com renda inferior a R$ 10,00 por dia.

*Artigo originalmente publicado no Diário de São Paulo do dia 15 de março de 2005. pode definir como interesse público. É o que deve ser a preocupação central de uma nova política.

É preciso formular uma política de mobilidade, onde garantir a circulação do automóvel não se imponha como política dominante, onde tenha vez o pedestre, o ciclista, onde os corredores de ônibus facilitem os deslocamentos para a periferia, onde a integração dos diversos modos de transporte coletivo tenha como preocupação o conforto e as necessidades do usuário e seja acessível para todos.

As promessas da integração dos transportes coletivos municipais e estaduais e do bilhete único foram respaldadas tanto pelo prefeito José Serra quanto pelo governador Geraldo Alckmin Essa integração e o bilhete único precisam ser soluções para o problema da mobilidade dos mais pobres e não uma política de segregação.

Esta é a demanda de nada menos que 26% da população da Grande São Paulo. Quem mais necessita desta nova política são as 4.570.000 pessoas que vivem na Grande São Paulo com renda inferior a R$ 10,00 por dia.

*Artigo originalmente publicado no Diário de São Paulo do dia 15 de março de 2005. pode definir como interesse público. É o que deve ser a preocupação central de uma nova política.

É preciso formular uma política de mobilidade, onde garantir a circulação do automóvel não se imponha como política dominante, onde tenha vez o pedestre, o ciclista, onde os corredores de ônibus facilitem os deslocamentos para a periferia, onde a integração dos diversos modos de transporte coletivo tenha como preocupação o conforto e as necessidades do usuário e seja acessível para todos.

As promessas da integração dos transportes coletivos municipais e estaduais e do bilhete único foram respaldadas tanto pelo prefeito José Serra quanto pelo governador Geraldo Alckmin Essa integração e o bilhete único precisam ser soluções para o problema da mobilidade dos mais pobres e não uma política de segregação.

Esta é a demanda de nada menos que 26% da população da Grande São Paulo. Quem mais necessita desta nova política são as 4.570.000 pessoas que vivem na Grande São Paulo com renda inferior a R$ 10,00 por dia.

*Artigo originalmente publicado no Diário de São Paulo do dia 15 de março de 2005. pode definir como interesse público. É o que deve ser a preocupação central de uma nova política.

É preciso formular uma política de mobilidade, onde garantir a circulação do automóvel não se imponha como política dominante, onde tenha vez o pedestre, o ciclista, onde os corredores de ônibus facilitem os deslocamentos para a periferia, onde a integração dos diversos modos de transporte coletivo tenha como preocupação o conforto e as necessidades do usuário e seja acessível para todos.

As promessas da integração dos transportes coletivos municipais e estaduais e do bilhete único foram respaldadas tanto pelo prefeito José Serra quanto pelo governador Geraldo Alckmin Essa integração e o bilhete único precisam ser soluções para o problema da mobilidade dos mais pobres e não uma política de segregação.

Esta é a demanda de nada menos que 26% da população da Grande São Paulo. Quem mais necessita desta nova política são as 4.570.000 pessoas que vivem na Grande São Paulo com renda inferior a R$ 10,00 por dia.

*Artigo originalmente publicado no Diário de São Paulo do dia 15 de março de 2005.
fonte: www.anarquismo.org/noticias


enviada por PrOpAg@nDi$tA



01/06/2005 08:43

A chuva lavou a cidade, mas não levou a Bicicletada!




Nessa sexta-feira, 3 de junho, cicloativistas de SP saem no trânsito do fim de tarde para falar sobre bicicleta com os motoristas.




Vai lá!

Informações em:
www.bicicletada.org/sp

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Notícias : Lula congela 80% dos gastos de trânsito
Enviado por Anônimo em 30/05/2005 00:58:28 (2 leituras)
Governo retém R$ 313 mi em verbas que, por lei, devem ser usadas em educação no tráfego e prevenção de acidentes

ALENCAR IZIDORO
LUÍSA BRITO DA REPORTAGEM LOCAL
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3005200511.htm

A pensionista Francisca Dantino, 92, é obrigada a esperar uma folguinha no tráfego para atravessar a rua na faixa de pedestres próxima de sua casa, na alameda Casa Branca (zona oeste). Sem semáforo, nenhum motorista pára.
"Às vezes tenho que dar uma corridinha, como fiz agora, para eles não baterem em mim", dizia Francisca, na sexta, após escapar de uma motocicleta que ignorou a presença dela. "Isso é falta de educação, de respeito e de vergonha."
Esse é só um dos hábitos contumazes de condutores brasileiros que afrontam as regras do código de trânsito e ameaçam a segurança. A julgar pelo gasto federal para resolver esse problema, Francisca não pode ficar esperançosa.
A gestão Lula congelou, nos dois primeiros anos, 80% dos recursos que recebeu de motoristas que pagaram multas e seguro obrigatório, deixando de usar R$ 313 milhões (sem considerar a inflação) que deveriam, por lei, ser investidos em educação e prevenção de acidentes. O governo petista diz que, em 2005, a retenção drástica das verbas continuará.
A decisão visa acumular recursos em caixa para atingir as metas de superávit primário. O procedimento já era adotado na gestão FHC, mas com Lula atingiu recordes negativos. O governo tucano, desde a implantação do código de trânsito de 1998, havia congelado em média 42% da receita com multas e seguro, percentual que quase dobrou nesta gestão.
A constatação frustra especialistas, que viam como uma das novidades mais importantes da legislação a vinculação dessa arrecadação às medidas preventivas.
Nos últimos sete anos, capitais como São Paulo conseguiram reduzir as mortes devido à obrigatoriedade do cinto de segurança e ao controle eletrônico da velocidade. No Brasil inteiro, mesmo com estatísticas subestimadas, ainda há mais de 30 mil mortos no trânsito, 350 feridos e um prejuízo superior a R$ 10 bilhões por ano.
A verba do trânsito congelada é formada pelo Funset (Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito) e pelo DPVAT (seguro obrigatório). Ela não pode ser usada para outras finalidades. Na própria União, porém, há quem duvide que algum dia será destinada para prevenir acidentes.
O Funset foi criado para custear as despesas do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) "relativas à operacionalização da segurança e educação de trânsito" e tem sua receita formada por 5% dos valores arrecadados com multas de trânsito do país todo.
De 1998 a 2002, a gestão FHC usou 68% dos R$ 216 milhões (valor da época) enviados ao Funset. Em 2003 e 2004, Lula usou só 32% de R$ 218 milhões arrecadados.
O DPVAT foi instituído em 1974 para amparar as vítimas de acidentes viários, sendo pago por proprietários de veículos. Pelo código de 1998, 5% da receita deve ser usada em "programas voltados à prevenção de acidentes".
O Denatran, com FHC, gastou 49% de R$ 262 milhões recebidos -contra 5% de R$ 174 milhões na gestão petista. Entre os projetos de Lula ainda sem sucesso para melhorar a segurança estão a inspeção veicular e a compensação de multas interestaduais.
"Dá a sensação de que as leis que deveriam ser cumpridas por todos não são cumpridas nem por quem deveria dar exemplo", afirma Kazuo Sakamoto, ex-presidente do Denatran e que participou da elaboração da lei de 1998.
"Uma das boas inovações do código era a vinculação da receita das multas a projetos de educação, algo que não foi feito pelo governo federal e municípios", diz Eduardo Vasconcellos, engenheiro especialista em trânsito.
A lei também estabelece que 95% da arrecadação dos municípios com multas deveriam ser usados "exclusivamente" em "sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito".
A prefeitura paulistana sempre buscou artifícios jurídicos para tentar driblar a exigência -motivo de críticas ferrenhas, na época, do atual presidente da CET, Roberto Scaringella. No governo José Serra (PSDB), Scaringella ainda não disse se adotará a prática.

Fonte:www.bicicletada.org
enviada por PrOpAg@nDi$tA



31/05/2005 08:17
Preparem-se...


(Foto: Johny Real Hip Hop, na Livraria Cultura)
Dia 05 de agosto é o lançamento oficial do livro do escritor Sacolinha.

Graduado em Marginalidade é um romance contemporâneo. Obra de 28 capítulos, 168 páginas e 311 personagens.

Terá a participação de Fernando Bonassi Alessandro Buzo, Sérgio Vaz, Ferréz, Juan Perone (Escritor Cubano) e do Instrutor técnico literário e dentista formado pela USP, Bruno Capozolli.

A primeira edição não será comercializada em livrarias. Haverá vários lançamentos, entre eles: Suzano – Alto Tietê, Piraporinha - Zona Sul, Assembléia Legislativa – Ibirapuera, Cambuí – Minas Gerais, Salvador – Bahia e muitos locais á confirmar. As vendas também serão feitas via correio e através do projeto cultural Literatura no Brasil.

O lançamento em Suzano será sexta-feira dia 05 de agosto ás 20h:00 no Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi. Rua Benjamin Constant, 682 – Centro de Suzano – S.P.

E como notícia boa não pode esperar, nós precisávamos repartir isso com você hoje mesmo.

Aguardem mais novidades.



Confira algumas falas das editoras que se interessaram na obra:



- Alô, oi Sacolinha, aqui é fulano da editora tal. Estou ligando pra dizer que gostamos muito do seu livro e iremos editá-lo. Mas ao invés de pagarmos os 10% habituais como fazemos com todo escritor, iremos pagar somente 4%...



- Então senhor Ademiro, sua obra é ótima, mas o problema está no seu nome. Teremos que fazer uma divulgação diferente da que sempre fazemos, pois seu nome ainda não é conhecido nacionalmente. Mas infelizmente não temos esta estrutura.



- Bom, Senhor Ademiro Alves. Eu marquei essa reunião porque a proprietária desta editora adorou seu livro e quer lhe fazer uma proposta. A proposta coincide na venda de todos os seus direitos autorais em cima da sua obra. A intenção é lançá-la com o nome de um autor que já é conhecido...



Trecho de uma carta:

“Saudações senhor escritor Ademiro Alves (Sacolinha). Viemos salientar o nosso interesse pelo seu romance Graduado em Marginalidade que se encaixou perfeitamente no catálogo desta editora. Quero me desculpar pela demora na análise. É que recebemos dezenas de originais toda semana.

Ressalto que é uma obra bem elaborada e entra no padrão de inovação ao qual a literatura atual está precisando. Este trabalho requer uma boa divulgação e com uma primeira edição de no mínimo 5.000 exemplares. Eu digo isto como profissional que atua há 11 anos no ramo da literatura.

Além de tudo isso eu mesmo quis lhe escrever para dizer que fui processado por três escritores e perdi a causa, tendo que pagar uma grande quantia aos escritores e advogados. Sendo assim digo ao senhor que há um grande interesse por minha parte em lançar o seu livro, mas lhe peço que aguarde até dezembro deste ano, onde terei estrutura suficiente para lançar esta magnífica obra...”


enviada por PrOpAg@nDi$tA



17/05/2005 08:12
Humberto Costa defende fim da pena para usuários de drogas


Brasília - O ministro da Saúde, Humberto Costa, não escondeu o mal-estar hoje ao ser questionado sobre as declarações feitas pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil em defesa da legalização do uso da maconha. Costa, que esteve no Senado para pedir pressa na ratificação da Convenção-Quadro do Tabaco, protocolo que estabelece medidas destinadas a reduzir o consumo mundial da droga, defendeu o fim da pena para usuários drogas, mas se apressou em ressaltar que não é favorável à legalização da maconha.



Passeata Verde/novembro/2004

"Achamos que o consumo de drogas deve ser descriminalizado. É o que o Ministério da Saúde defende. Não é o caso do ministro Gilberto Gil, mas as pessoas que se tornam dependentes precisam ser tratadas, não aprisionadas. Não estou falando de legalização, mas em descriminalização", completou.

Projeto de lei que acaba com a pena de prisão para usuários de drogas foi aprovado ano passado no plenário da Câmara depois de apoio declarado tanto do Ministério da Saúde quando da Secretaria Nacional Anti-Drogas. O secretário da Senad, general Roberto Uchôa, chegou a acompanhar as votações no plenário da Câmara.

Costa aproveitou a celebração do Dia Mundial sem Tabaco, para se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pedir agilidade na ratificação da Convenção-Quadro entre senadores. O ministro apresentou um abaixo-assinado com mais de 22 mil assinaturas cobrando pressa na ratificação do documento. A Convenção-Quadro, já foi ratificado por 66 países. O Brasil, embora tenha tido participação fundamental na elaboração do documento, até agora não o ratificou. Caso tal etapa não seja cumprida até fim de outubro, o País perderá o direito de participar da primeira reunião das partes, ocasião em que contornos da convenção serão traçados.

Calheiros afirmou que vai se reunir com lideranças do partido e pedir que a ratificação seja votada em caráter de urgência. Para Costa, tal votação não ocorreu até agora por causa, do "lobby da morte", o lobby da indústria do cigarro. "O Brasil tem regras até mais rígidas do que as existentes na convenção", disse. "Esse argumento de que a convenção quadro trará riscos para agricultores de fumo está incorreto. Queremos justamente criar mecanismos de proteção para esse grupo", completou. O senador Aloysio Mercadante (PT-SP), que participou do encontro, afirmou: "Precisamos saber que crescimento o País quer. A ratificação desse acordo representa a opção pelo desenvolvimento sustentável", disse.

Fonte: Agência Estado
enviada por PrOpAg@nDi$tA



13/05/2005 13:41
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enviada por PrOpAg@nDi$tA



29/04/2005 10:19

Vamos melhorar a GINGA do corpo e mente...


Água X Coca-Cola!!!

ÁGUA:
*Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase
100% das pessoas em regime. É o que mostra um estudo na Universidade
de Washington.
*Falta de água é o fator nº 1 da causa de fadiga durante o dia.
*Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia
poderiam aliviar significativamente as dores nas costas e nas juntas
em 80% das pessoas que sofrem desses males.
*Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar
incoerência na memória de curto prazo, problemas com matemática e
dificuldade em focalizar uma tela de computador ou uma página
impressa.
*Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de câncer no cólon em
45%; pode diminuir o risco de câncer de mama em 79% e em 50% a
probabilidade de se desenvolver câncer na bexiga.
*A água limpa nosso corpo, eliminando resíduos através da urina deixando a pele mais bonita.

Você está tomando a quant idade de água que deveria tomar todos os dias?


COCA-COLA:

*Em muitos estados nos EUA os patrulheiros rodoviários carregam dois
galões de Coca-cola no porta-malas para ser usado na remoção de
sangue da pista depois de um acidente.
*Se você puser um osso em uma tigela com Coca-cola ele se dissolverá
em dois dias.
*Para limpar privadas: despeje uma lata de Coca-cola dentro
do vaso e deixe a "coisa" decantar por uma hora e então dê descarga.
O ácido cítrico na Coca- cola remove manchas na louça do vaso.
*Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de
automóveis: esfregue o pára- choque com um chumaço de papel de
alumínio (usado para embrulhar alimentos) molhado com coca- cola.
*Para limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis:
despeje uma lata de Coca-cola sobre os terminais e deixe efervescer
sobre a corrosão.
*Para soltar um parafuso emperrado por corrosão: aplique um pano
encharcado com Coca-cola sobre o parafuso enferrujado por vários
minutos.
*Para remover manchas de graxa das roupas: despeje uma lata de
Coca-cola dentro do tanque com as roupas com graxa, adicione
detergente e bata bem num ritmo regular. A Coca-cola ajudará a
remover as manchas de graxa.
*A Coca-cola também ajuda a limpar o embaçamento do pára- brisa do
seu carro.
*Para sua informação: o ingrediente ativo na Coca-cola é o ácido
fosfórico. Seu PH é 2.8. Ele dissolve uma unha em cerca de 4
dias.Ácido fosfórico também rouba cálcio dos ossos e é o maior
contribuidor para o aumento da osteoporose.
*Há alguns anos, fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar o
porquê do aparecimento de osteoporose em crianças a partir de 10 anos
(pré-adolescentes). Resultado: excesso de Coca-cola, por falta de
orientação dos pais.

*Para transportar o xarope de Coca-cola, os caminhões comerciais
devem ser identificados com a placa de Material Perigoso que é
reservado para o transporte de materiais altamente corrosivos.
*Ma is um detalhe: A Coca Light tem sido considerada cada vez mais
pelos médicos e pesquisadores como uma bomba de efito retardado, por
causa da combinação Coca + Aspartame, suspeito de causar lúpus
doenças degenerativas do sistema nervoso.

( E-mail enviado por: Mestre Jeronimo Capoeira - JC )mestrejc@tpg.com.au
enviada por PrOpAg@nDi$tA






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